quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

RESENHA: O Código do Coração #02

E é claro, não poderia passar o mês sem trazer uma resenha...

Vamos de resenha de um mangá muito fofo: O Código do Coração 02!

Informações

  • Páginas: 200

  • Editora: Planet Manga (Panini)

  • Autora: Hinata Nakamura (Japão)

  • Classificação indicativa: Livre para todas as idades

Prepare-se para se emocionar com o segundo volume de "O Código do Coração", uma obra que mistura a doçura da infância com a complexidade dos sentimentos humanos, tudo isso, é claro, da forma mais simples e infantil possível, o que deixa tudo mais fofo (e eu amo! 😚😁).

"O Código do Coração 02" é o segundo livro da série de quatro livros da Nakamura. No primeiro volume, Ichiko, uma robô, é enviada à casa da família de Kyuu, um jovem humano. Mesmo sendo uma robô, Ichiko tem a aparência de uma criança humana, e está na casa de sua nova família com a missão de entender o coração humano. Como a trama entre o jovem humano e a garota robô irá se desenrolar? Leia e descubra!

No segundo volume, Kyuu encontra dificuldades nas provas do colégio. Assim, Ichiko tenta ajudá-lo, apresentando-o ao seu novo professor particular, Neo, um novo robô que 'tem defeito'. Kyuu percebe que Neo e Ichiko se dão muito bem, e sente algo... O que será?

Durante a trama, me vi completamente envolvida. Com ilustrações belíssimas e uma escrita encantadora, este volume nos prende até o final. Nakamura teve uma ideia e soube colocá-la no papel. Ichiko, mesmo sendo 'apenas um robô', é bem desenvolvida, e sinto que ela é mais humana que muita gente por aí. Kyuu é apenas um pré-adolescente, tentando entender o seu próprio coração, o que achei bem engraçado (não sei ao certo o porquê, mas eu ri um pouquinho, como se diz).

Ao mesmo tempo em que me peguei rindo, também me peguei chorando. Me emocionei com 'coisas' que podem não emocionar outras pessoas, mas eu? Só Deus sabe como eu me emociono. E amo isso. Sentir o livro, entende? Não apenas ler palavras, mas ler pessoas, locais, sentimentos, emoções... Me senti como os personagens. A trama me envolveu e me fez chorar (???). O que, sinceramente, me fez gostar ainda mais deste livro.

Aqui, conhecemos mais os personagens. Convivemos com eles não só no primeiro volume, mas também neste. Dois volumes com os mesmos personagens (e alguns novos), mesma narrativa, e eu não enjoei, gostei mais ainda. Não só eu, como também outros leitores se sentiram atraídos.

Um detalhe que me tocou bastante foi a habilidade de Nakamura em explorar sentimentos de seres artificialmente inteligentes, robôs, de uma maneira tão humana; tão complexa, mas também tão simples. Mais humana que alguns humanos, até. Isso me fez refletir sobre como o que nos torna humano não é apenas a nossa natureza, nosso sangue; mas nossos sentimentos e nossa maneira de lidar com o mundo a nossa volta, isto é, também, o nosso coração.

Sendo sincera, é algo talvez pessoal demais para que eu coloque em palavras, mas eu tentei. Eu achei um mangá pessoal e lindo, e ao mesmo tempo impessoal e distante. Como pode ser tudo isso? Não sei, mas leia.

Espero que tenham gostado! Aqui vai o link para compra dos dois volumes no site oficial da Panini: O Código do Coração 01 e O Código do Coração 02.

Quer saber mais sobre mim e sobre minhas leituras? Entre em @aqueridaleitora. E é claro, não se esqueça de comentar ⇩ abaixo ⇩ o que achou da resenha. Beijos, e até a próxima!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Sim, não ou talvez com meus lidos de janeiro!

Um resumão dos meus lidos de janeiro. Aqui você saberá o que eu achei, se eu os recomendo ou não e mais!

Foram 9 lidos, muitas emoções. As férias de janeiro renderam por aqui. Vamos lá:

Tudo ou Nada, Jennifer Lynn Barnes (EUA):

☆☆☆☆,5 (quatro estrelas e meia).

SIM! Eu achei este livro bem fluido, bem escrito, o modo como os assassinatos são formados é genial. Não descobri ou desconfiei do assassino em hipótese alguma. Além disso, amei descobrir mais sobre os personagens, principalmente a Sloane. Não sabíamos quase nada sobre ela, e agora, sabemos bastante. Uma das minhas personagens favoritas, sem dúvidas. Ela é uma tchuca, merecia esse espaço como principal.

Os Últimos Jovens da Terra, Max Brallier (EUA):

☆☆☆,5 (três estrelas e meia).

Sim. Muito leve, rápido, e com ilustrações que eu, particularmente, gostei bastante. Recomendo principalmente ao público de 10-15 anos (infantojuvenil). E eu, como "participante" desse público, aprovo a história e recomendo. Selo de aprovação d'A Querida Leitora!

Os Dias de Folga do Vilão #02, Yuu Morikawa (Japão):

☆☆☆☆,5 (quatro estrelas e meia)

Sim! A história é narrada de uma forma muito legal. Nunca achei que fosse gostar tanto de ver um vilão não sendo um vilão. E, sim, eu gostei tanto. Muito leve, quem lê acaba se apaixonando pelos personagens, por pandas, pela comida japonesa... Por tudo. É cativante.

Qual é A Minha Tribo?, Adriana Igrejas (Brasil) - +12:

☆☆☆,5 (três estrelas e meia)

Sim. Rápido, curto, divertido. Nada inovador, revolucionário, mas vale a pena. Uma história Brasil.

O Misterioso Jardim da Sra Anne, Lucas de Souza (Brasil) - +10:

☆☆☆,5 (três estrelas e meia, quase quatro)

Sim. Beirando um talvez, eu acabei entregando o sim. Faltou desenvolvimento nessa história, e isso é algo que eu peso a mão. O desenvolvimento dos personagens nos livros é o que eu mais gosto de ver, e aqui não o senti tanto. Mas as demais partes da história me agradaram. Logo, um sim (quase talvez).

A Balada do Felizes Para Nunca, Stephanie Garber (EUA) - +14

☆☆☆ (três estrelas)

Talvez. E esse talvez é quase um não. Sério, por um triz não dou "não". Estou com vontade de dar não, mas, ao refletir, é um talvez. Não sei nem como explicar, só não foi pra mim.

Uma Tempestade de Verão, K.L. Walther (EUA) - +14

☆☆☆☆ (quatro estrelas):

Sim, sim e sim! Muito divertido. Amei o casal principal, uma química que dês de o início é vista e sentida pelos leitores. O luto foi abordado da forma mais leve possível, mas ainda muito real, o que foi tocante. Uma história que recomendo a qualquer amante de um romance com 'algo mais'.

Túnel de Ossos, V. E. Schwab (EUA) - +12

☆☆☆☆,5 (quatro estrelas e meia)

Sim! Não sei como explicar, mas foi uma história sem igual. A escrita da V. E., a forma como ela descreve lugares, sentimentos e pessoas me pegou de jeito. Fiquei totalmente imersa na história, li em belíssimos dois dias, o que foi algo bem "UAU!" pra mim. Recomendo super! Me sinto na obrigação de ler tudo que a V. E. já escreveu. Galera Record, traduza tudo dela para ontem!!!

A Mina de Ouro, Maria José Dupré (Brasil) - livre

☆☆☆ (três estrelas)

Talvez! É um ÓBVIO para uma criança, um sim para uma pré-adolescente/jovem, e um talvez para uma adulta. Eu dei talvez, mesmo sendo criança, pois achei meio monótono. Mas numa opinião geral, é bom. É uma leitura válida, vale a pena, e eu recomendo. Leia a seu sobrinhos, seus filhos. Ele irão amar, tenho quase certeza!

*

E aí, o que achou? Espero que tenham gostado! Não se esqueçam de passar no meu perfim @aqueridaleitora para saber mais sobre mim e sobre minhas leituras. Beijos, até a próxima!

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Diário de leitura: Uma Tempestade de Verão

Que tal o primeiro diário de leitura do blog, an?  ⇩

Um diário virtual de como minha leitura de "Uma Tempestade de Verão" está fluindo. Com direito a diálogos, quotes, e algumas das minhas opiniões, ok? Imperdível.

17.01.25 - 10% da leitura

Nesse início, a história já me prendeu muito, tipo muito. Um dos pontos que têm mais peso pra mim em uma leitura, é o quão "presa" eu fico a ela. O quão eu a quero ler? Se eu olhar pra capa do livro, vou rir ao lembrar da história? E esse início diz que sim. Até agora, uma leitura muito fluida e gostosa. Além de, claro, tocante e engraçada. O luto da Mere, mesmo que agora eu não saiba muito afundo sobre, é tocante. Me emocionou, sabe?

*Aposto que o Wit vai ser o novo amor dela! Vamos, Mere... Esquece aquela cara, pela sua irmã, tá? O Wit é lindoooo!!! Muito tchuco, já vale mais a pena.

18.01.25 -  18% da leitura

Pega o diálogo 01: " - Laranja.
- É do meu xampu - Murmurou Wit.
- Eu amo laranja.
- Então você me ama."

Pega o diálogo 02: "Hum, sinto muito, docinho - falei -, mas Michael nos viu conversando e, definitivamente, falou para Sarah, então a fazenda toda já deve estar sabendo da nossa amizade.
Wit torceu o nariz.
- Não gosto de "docinho".
- Tranquilo, tira da lista. Nada de gatinha, e nada de docinho.
- Combinado, querida. Aonde vamos hoje?
- É surpresa, meu bem."

*Tipo, ai meu Deus se casem logo! Os dois têm uma química imediata e inexplicável, que só um bom romance consegue apresentar. E a autora consegue colocar isso em meio ao luto da Mere, o que faz da história mais linda, tocante e fluida. Incrível!

18.01.25 - 20% da leitura

"Eu mal os escutava, de tanto que estava chorando. Foi isso que ela sentiu? Eu não queria pensar naquilo, mas pensei. Era impossível não pensar. Foi isso que ela sentiu na batida?"

*Ai, gente, como que eu aguento? Quase chorei com ela 😭 (eu chorei com ela). O luto nunca desaparece, a dor, as cicatrizes ficam. E a Mere está, aos poucos, aprendendo isso. Que lindo, meu Brasil, que lindo!

18.01.25 - 22% da leitura

"Para Meredith, dizia a dedicatória gravada na lâmina. Que você sempre arrase nas brigas da vida."

*Que tchucos! Amor avô e neta ♡

18.01.25 - 47% da leitura

" - Gosto de você - cochichei - gosto muito de você.
- Também gosto muito de você - disse ele, sorrindo - gosto muito mesmo de você."

*Genteee!!! ♡😖

*

De resto, dos 47% até os 100%, fiquei tão presa na leitura que nem o histórico fui capaz de fazer. Posso dizer que, para mim, esse livro chegou na hora certa. Um quatro estrelas e favoritado; é memorável. Não sei se, quando o reler, terei a mesma opinião, mas, por ora, foi o melhor livro que li entre todos desse mês (janeiro).

Aqui vai um breve resumo sobre minha opinião:

A autora usou o luto para fazer desse sentimento algo lindo, emocionante, para quem já sofreu, saber que não está só. A obra conta a história de Meredith, de certa forma de Claire, e de Wit. Ao longo da trama, descobrimos mais sobre quem são e quem foram, uma forma legal de descrevê-los. O amor de Wit e Mere é algo simples, mas raro. É lindo. Para alguns, foi muito rápido, já ao meu ver, foi perfeito. Eu me senti como a Docinho, vendo a história se desenrolar. Além dos personagens principais, temos outros tão válidos e memoráveis quanto, o deixou a história mais bela ainda. Um livro que, na minha opinião, é lindo, romântico, válido e 'para poucos'. Muito não vão gostar, não os julgo, mas eu, eu amei.

Não se esqueçam de passar no meu Instagram @aqueridaleitora para saber mais sobre mim. Beijos, até a próxima!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Quer ler e refletir? Vem cá

Você quer ler algo, mas não sabe o quê? Vem que eu te dou indicações imperdíveis, afinal, ficar sem ler ninguém merece, né?

Aqui vou dar indicações de forma mais específica. Indicarei 3 livros e falarei um pouco sobre 'pra quem' eu os recomendo. São livros que podem parecer simples, mas nos fazem refletir muito. Vamos? ⇩

Oceano Entre Nós:

Indico este para quem sempre sofreu em silêncio. Sofrer, a Shirin (persona principal) sofre demais. Vem sofrer com ela, vem? Parece um livro bobo, de início. Você vê a capa e fala "um romance bobinho, coisa de adolescente." mas não! O preconceito, a luta, isso nós vemos aqui. Se ela usa um hijab no cabelo é vista como animal. Se ela é mulher não é capaz. Leia, só leia.

O Meu Pé de Laranja Lima:

Indico este para quem sempre simpatizou com a dor dos outros, mas nunca com a sua. Agora, a dor deste livro será sua. Um nacional que dói na alma. Um dos livros que mais chorei lendo. Chorei e chorei mesmo.

Tchau (da nossa rainha Lygia Bojunga):

Indico este para toda mulher que é pobre de dinheiro e rica de espírito. Você precisa ler isto pra sentir a sua alma enriquecer ainda mais um pouco. Outro nacional, esse nos toca de uma forma inexplicável, só lendo pra saber. Você o lê, fecha, e fica 45 minutos encarando a parede só pensando no que a Bojunga escreveu.

-

Estas três obras citadas são vida! Depois que as li, não consigo parar de falar sobre, de recomenda-las a qualquer leitora, e até a não-leitoras. Estas obras são realmente incríveis, imperdíveis, e eu não estou exagerando. É até difícil falar sobre. Então, leiam e saberão o porquê de tanta babação nelas, ok? Espero vocês lendo e me contando na dm do meu Instagram @aqueridaleitora!

Quer saber mais sobre os livros citados? Comenta ai que eu posso trazer um post para cada um. Beijos!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

RESENHA - Qual é a Minha Tribo?

Já devem ter reparado o quanto eu amo uma resenha... Então, vambora com mais uma resenha de um nacional maravilhoso!

Nesse livro iremos encontrar ⇩

- Protagonista adentrando na adolescência
- Muitas músicas
- Referências a cantores, filmes, livros e artistas
- Brasileirices

Informações sobre 

Autora: Adriana Igrejas (nacional)
Editora: Ler Editorial
Número de páginas: 104
Média de avaliação no Skoob: 4.0/5☆
Minhas avaliação geral: 7.8 de 10
Escrita: 8.5/10
Fluidez: 8.0/10
Desenvolvimento; 7.5/10
Personagens: 6.0/10

Resenha ⇩

Começamos em uma leitura com um prefácio, digamos que, curioso. O que nos atiça, de certa forma, e deixa-nos curiosas. Adentrando na cabeça da jovem Dina - Dinalva, um nome que a própria odeia, então só aceita ser chamada pelo diminutivo apelido -, entendemos cada vez um pouco mais sobre esse história. Posso dizer que no início não me prendeu muito, mas a medida que fui lendo eu vi a verdadeira garota de 13 anos que Dina é, e não posso dizer que não gostei ou que não me envolvi.

Dina, apenas uma garota que não tem obsessões. E, nossa, realmente!, no mundo em que vivemos se não tivermos uma obsessão somos 'loucas', e eu não concordo com isso! E, no desenvolver da história, Dina também não. O que, nossa, um alívio! Todos obsecados por algo, e isso não é muito 'meu tipo', sabe?, e nem o da mãe da Dina durante toda narrativa.

Devido a trama que Dina acabou se metendo, tinha que achar uma tribo urbana pra ontem!, e isso foi beeeem engraçado para nós, leitoras. Creio que todas as adolescentes que leram riram muito das trapalhadas da jornada atrás de uma tribo que a protagonista se envolvia! Soltei gargalhadas inesperadas, realmente me surpreendeu.

Durante até cerca de 70% da história minha cabeça só pensava na música Estupido Cúpido!:

"Oh cúpido vê se deixa em paz,

Meu coração que já não pode amar,

Eu amei a muito tempo atrás, 

Já cansei de tanto soluçar.

Hei, hei, é o fim!

Oh, oh, cúpido, vá longe de mim!" 

 

Me emocionei, a minha maneira, com a dor de cotovelo de Dina. Sério! Nem acredito. Ela foi bem madura, diria eu, considerando a situação em que se envolveu e a idade que tinha no ocorrido. Aposto que todos que leram concordam com minha observação e lembraram-se dessa música!

Os outros personagens são bem vagos para mim. Não houve aquele tchan, onde entendemos ou conhecemos alguém além da Dina. O que para alguns leitores é bom, mas ao meu ver nem tanto. Gostaria de conhecer melhor a Ana Cláudia, gostei muito dela, mas infelizmente isso não foi possível. Esse é um dos motivos que recomendo esse livro, na maioria, apenas a adolescentes. Adultos sentiriam isso mais, tendo um senso crítico mais "experiente", sabe? Essa é uma leitura destinada a adolescentes e a novos leitores, àqueles que quase nunca leram algo, que querem começar a ler.

No final do livro, Dina é uma garota diferente. E isso é legal. Eu gostei. Mesmo em poucas páginas o desenvolvimento da personagem principal existiu, e isso quase nunca ocorre. O que rendeu +1 ponto para o livro 😆.

No geral, um livro adolescente, rápido, curto... Um livro para rir, ler rápido, e talvez adentrar nesse mundo. Recomendo ao seleto grupo que mencionei anteriormente e a algumas exceções.

Espero que tenham gostado da minha resenha, a escrevi com toda minha sinceridade e carinho. Agradeço por a terem lido até o final. E, se eu consegui te convencer a ler esse livro, a pesquisar mais sobre, me conta, tá? Vou adorar saber!

Não se esqueçam de passar no meu Instagram (@aqueridaleitora) e me contar o que achou do livro e do meu blog!

Resenha da L.C. de jan/fev-26 do Clube As Queridas Leitoras

O CLUBE DO CRIME DAS QUINTAS-FEIRAS Em O Clube do Crime das Quintas-Feiras, nós iremos acompanhar um período conturbado da vida dos velhinho...