quarta-feira, 19 de março de 2025

Resenha Fahrenheit 451

Vamos conhecer a minha opinião sobre Fahrenheit 451? Então bora! ⇩

Primeiramente, vamos com algumas das informações: ⇩

Páginas: 216
Autor(a): Ray Bradbury (EUA)
Editora: Globo
Ano de publicação: 1953
Classificação indicativa: Como peguei na biblioteca escolar, veio indicado para 6° ano e mais velhos.
Gênero: Romance, Ficção Científica.
Onde encontrar: Para compra, no site da Amazon (onde eu achei); para pegar emprestado, está disponível em algumas bibliotecas públicas e escolares.

"Fahrenheit 451" é uma obra que, mesmo escrita/publicada em 1953, se mostra muito atual. Aqui, os bombeiros não apagam incêndios, mas sim os iniciam. Se há alguém na posse de alguma obra literária, esse alguém é preso e seus livros são queimados pelos bombeiros. Também temos as famosas telas, que a obra nos apresenta, que tomam o lugar das pessoas; sendo conhecidas como 'família'.

Montag, nosso personagem principal, é um bombeiro, e ele sente o prazer no ato de queimar, no cheiro do querosene misturado com papel. Até que conhece Clarisse, uma jovem muito curiosa, que o encanta e cativa. Clarisse é curiosa nos dois sentidos; ela sente a curiosidade quanto ao mundo e nós nos sentimos curiosos quanto a ela. Sinceramente, eu queria muito poder sentar-me em um café e conversar com ela durante três horas, esse provavelmente seria o meu "bate-papo" mais proveitoso. 

Montag é um ótimo personagem principal, digo isso por diversos motivos, mas principalmente porque: ele sente. E ele não sabe exatamente o que sente, ele apenas sente algo, e isso é tão real. Muitas das vezes não sabemos o que sentimos, mas somos obrigados a saber e a descrever, e aqui vemos que não só nós somos assim, ele também é. E se Montag é, o autor também. O que me deu um certo conforto, aquele de "não sou só eu".

Um aspecto que merece certo destaque é a maneira na qual o Bradbury descreve lugares, pessoas, emoções.. As palavras que ele escolhe, a maneira como ele as emprega... Nossa, surreal! Muitas das vezes me senti Clarisse, outras Faber, outras o próprio Ray Bradbury. Algo incrível!

O autor soube bem passar a mensagem que ele queria, mesmo que eu, às vezes, não soubesse entendê-la. E está tudo bem. Ele colocou tantas ideias, tanto sentimento nessa obra... É algo que não dá para se explicar e transmitir nesses poucos parágrafos, só lendo para saber.

No entanto, essa leitura não é perfeita. Sabe aqueles momentos que você fica na vontade de entrar no livro e bater nos personagens? Senti exatamente isso em alguns momentos dessa leitura. Também senti falta da Clarisse em alguns momentos que eu, particularmente, acho que ela seria/é essencial.

"Fahrenheit 451" é uma leitura repleta de sentimentos, de veracidade, de cor e dor. É algo que é tão antigo, mas tão atual; tão distante, mas tão necessário. Eu peguei esse livro há dois anos na biblioteca escolar, tentei o ler e não entendi nada, então apenas devolvi. Agora resolvi dar uma segunda chance, vendo que meu gosto havia mudado, e que eu agora 'sei mais' do que sabia antes. Fico muito feliz de ter feito essa escolha. Este livro caiu para mim como uma luva, e no exato momento certo.

Quer algo em específico por aqui? Comente, eu irei amar receber sua sugestão (:
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