quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Resenha: Nós, Eugene Zamiátin

Nós

Um clássico da literatura russa
Distopia futurística
Publicado no Brasil pela Avis Rara
224 páginas

Nós é uma distopia que aborda uma espécie de ditadura. Aqui, as pessoas não têm nomes, mas sim uma combinação de letras e números (por exemplo, o personagem principal, D-503). As pessoas não têm, também, propriedades, é tudo do governo. Privacidade? Nunca. As crianças são do governo, a mãe apenas pode a carregar, pode tê-la, durante a gestação.

D-503, inicialmente, é um amante da pátria, defendendo esse regime com todo fervor e força. Contudo, alguns eventos começam a perturbá-lo. Conhecer a I, terminar com a O, medo, terror, alguns pensamentos proibidos (ir contra o que o governo prega)... e aí ele percebe que a vida não é um morango e que talvez, só talvez, ele devesse pensar por si próprio, pelo menos uma vez!, e questionar o fato de que a liberdade é tomada no momento de seu nascimento, que não há privacidade, que isso talvez, e só talvez, possa ser errado. E, olha, essa virada de chave, na minha opinião, foi belíssima! Eu amei viver nos pensamentos, mesmo que loucos e conturbados, do nosso querido D-503. E quando ele começa a realmente pensar, então, maravilhoso!

Por isso digo: leiam, questionem, vivam! Usufruam dos seus direitos e lutem por eles. Literatura é cultura e cultura é vida.

@aqueridaleitora

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Resenha: O Meu Sonho É Maior Que Eu

A Ler (nosso chaveirinho!) me enviou este livro para que eu pudesse ler e resenhar para vocês, e não posso deixar de falar dele aqui no Blog, né?

Primeiramente, algumas informações -

N° de páginas: 84
Editora: Ler Editorial
Autora: Eva Correia Derossi
Nacionalidade: brasileiro
Onde comprar: disponível no site da editora!

 Em "O Meu Sonho É Maior Que Eu" nós somos apresentados à Josué e sua família. Eles são muito pobres, e o sonho de Josué é estudar muito para poder virar um grande cientista e achar a cura para a doença de seu irmão.

 Josué é um menino extremamente bondoso, inteligente e humilde. Foi lindo "viver", durante essas páginas, em seus pensamentos. Não gostei, porém, do estilo da narrativa, achei muito superficial, eu particularmente prefiro narrações mais complexas e densas, mesmo em livros infatojuvenis. Mas não se preocupem, isso só te incomodará se você não for o leitor "eclético" hshshs.

 Durante a leitura, algo que pode ser tanto um aspecto negativo quanto positivo foi o otimismo do nosso querido personagem principal. Ele é muito, muito otimista. Isso, para alguns leitores e em alguns aspectos é bom, já para outros não. Ou seja, é um ✨depende. Eu, por ser uma pessoa muito otimista, não curto ler sobre, porque eu me enxergo de uma maneira não muito legal ali. Isso é um quesito mais pessoal, mesmo.

 Achei muito lindo o fato de que, independentemente da situação vivida, Josué tem esperança. Nas pessoas, nas atitudes, na vida. Ele, mesmo em meio às dificuldades, vê um futuro no qual ele viverá da melhor maneira, e isso é muito lindo.

 Enfim, se você se encontrou nas situações descritas acima, leia! E, claro, beijos e até a próxima!

 @aqueridaleitora (:

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Resenha: Noites Brancas (Fiódor Dostoiévski)

Noites Brancas

Livro de Fiódor Dostoiévski, escrito em 1848, quando o autor tinha 27 anos, coincidentemente ou não, uma idade próxima a do nosso protagonista.

Noites Brancas é o relato de uma alma.

Passa-se em no século 19 em São Petersburgo, durante o fenômeno das noites mais claras, as famosas noites brancas, que nomeiam a obra.

O nosso jovem Sonhador é um homem solitário, não de poucos amigos, mas sim de amigo nenhum. Ele não conversa com pessoas, apenas com suas ideias e seus devaneios. Sua hora favorita do dia é quando vai embora do serviço, e assim, caminha sonhando e imaginando a partir das pessoas que encontra no caminho, até mesmo das casas e prédios que vê. É, realmente, um sonhador.

Até que, em uma bela noite, ele encontra uma jovem moça chorando, desolada. Será que ela vai se jogar dali mesmo? Se s*icid4r? Não, não, ele não pode deixar isso acontecer, terá de vencer seu medo e ir falar com ela, de um jeito ou de outro. E então, ele o faz. E que moça! Uma adorável jovem, quase tão sonhadora quanto ele. Ele tem que vê-la novamente! A única condição que a jovem impõe é que ele não se apaixone por ela.

Gente, que obra! No início, tudo é tão confuso. Esse jovem sonhador pensa de tal maneira que eu, inicialmente, não fui capaz de acompanhar ou compreender. Mas, a medida que vamos lendo, começamos a entender, pelo menos em partes, e viramos, de certa maneira, amigas do sonhador.

Gostei de ser amiga dele. A maneira como ele vê o mundo, como é emocionado, nossa! Tudo orna. Tudo é ele, tudo sou eu. Tudo somos nós. É algo que nos toca; entra de fininho, sem bater na porta, e acaba roubando um espaço em nossas mentes e em nosso corações.


Cada um, é claro, terá uma maneira diferente de lidar e enxergar os pensamentos e atitudes no nosso personagem principal. A minha, foi amando-o. Eu o amei, e queria que ele fosse amado. Digo e repito que Dostoiévski não tinha esse direito! O que ele fez no final (não se preocupe, sem spoilers) deveria ser crime. Mas, enfim, ele quis nos fazer sofrer, nos fazer de trouxa, e conseguiu.

Espero que você, querida leitora, leia essa obra, tire suas conclusões, e, quem sabe, goste tanto quanto eu. Se resolver ler, não tarde em me mandar uma mensagem ou e-mail, irei adorar saber as suas opiniões e expectativas.

E, claro: beijos, siga para mais! 💕

Para contato:
Instagram: @aqueridaleitora
E-mail: crf.anaoliveira@gmail.com

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Os Últimos Quadrinhos da Terra

 Vamos falar um pouco sobre Os Últimos Quadrinhos da Terra?

Escrito por Max Brallier;
Publicado no Brasil pela Milk Shakespeare (selo infanojuvenil da Faro Editorial);
História em quadrinhos que se passa no universo de Os Últimos Jovens da Terra;
240 páginas;
Disponível para compra em algumas livrarias selecionadas e na Amazon (dados de set/25).

Neste HQ, vamos revisitar o universo de Os Últimos Jovens da Terra. Agora, todos os quadrinhos já foram lidos, e como estamos no apocalipse - rsrsrs -  não haverá mais nenhum escrito. A não ser, é claro, que o nosso quarteto resolva escrever um, e, adivinhem? É exatamente isso que eles fazem! Estamos lendo o HQ escrito por June, Dick, Quint e Jack, e, olhem, eu amei.

Eu já havia lido anteriormente Os Últimos Jovens da Terra - esse a Faro não me enviou hahaha, apenas gostei da proposta, comprei e li -, e eu havia gostado. Porém, a narrativa foi meio "pesada" na minha perspectiva, e, aqui, isso não ocorre. É uma narrativa fluída com uma história maravilhosa. Eu adorei!

A forma como os acontecimentos são narrados... É realmente como se jovens adolescentes tivessem escrito, só que mais leve, mais fluído, mais ✨, sabe? Achei realmente interessante. Recomendo ao público infatojuvenil, é a nossa cara! Ao meu ver, dificilmente algum jovem na faixa etária de 11-16 anos não vai gostar dessa obra, mesmo que seja o primeiro contato com a escrita do autor. Fica a dica de um ótimo presente para o público que se enquadra nessa descrição, hein!

Enfim, é um HQ leve, rápido e que nos prende, nos fazendo, dessa maneira, lermos com gosto e vontade. Se você é fã de uma boa ficção e da cultura pop, vai amar essa obra!

Espero que tenham gostado, e, caso a obra não seja pra você, a recomende a algum conhecido, amigo, sobrinho... tenho certeza de que você conhece alguém que vai gostar! Beijos, e até a próxima!

@aqueridaleitora

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Resenha Descritiva: A Cidade dos Cinco Ciprestes, Marina Colasanti

 A Cidade dos Cinco Ciprestes 

Todos os capítulos têm início da mesma maneira, com um breve sonho com um pássaro falante, como em uma fábula; entretanto, tomam rumos diferentes, podendo ser vistos como metáforas, loucuras, devaneios ou apenas uma história qualquer, a depender de seu leitor. 

O livro inicia em uma cidade nordestina, no sonho de um homem, o qual não era rico, mas também não era pobre. Neste sonho, um pássaro pousava no batente da janela e dizia: “Há um tesouro esperando por você na cidade dos cinco ciprestes.”, e quando o homem ia perguntá-lo onde tal cidade ficava, o pássaro se dissipava, e então, o sonho se esvaia, e o homem acordava, indignado.  

Esse sonho se repete cinco vezes, com cinco homens, nem ricos nem pobres, e todos eles saem a procura do tal tesouro, em determinado momento, à sua maneira, chegando a locais diferentes e obtendo finais diferentes. Assim é escrita a história de Marina Colasanti. 

No final, o livro acaba com o quinto homem, pela quinta vez na história, mas pela primeira em sua vida, à procura da cidade dos cinco ciprestes. Assim, não há conclusão escrita pela própria autora, e fica a critério dos leitores imaginar ou deduzir o que Marina Colasanti quis dizer com cada um dos contos e o que significa a junção deles. 

Resenha da L.C. de jan/fev-26 do Clube As Queridas Leitoras

O CLUBE DO CRIME DAS QUINTAS-FEIRAS Em O Clube do Crime das Quintas-Feiras, nós iremos acompanhar um período conturbado da vida dos velhinho...