quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Resenha da L.C. de jan/fev-26 do Clube As Queridas Leitoras

O CLUBE DO CRIME DAS QUINTAS-FEIRAS


Em O Clube do Crime das Quintas-Feiras, nós iremos acompanhar um período conturbado da vida dos velhinhos Ron, Elizabeth, Ibrahim e a mais nova integrante Joyce, que vivem em Coopers Chase.

Em Coopers Chase, apenas pessoas com mais de 65 anos podem residir, e, levando esse fato em consideração, é supostamente um local de “paz” para os idosos, com atividades para todos os tipos e boas e velhas amizades.

Até que Ian Venthan e Tony Curran brigam. Magicamente, Tony Curran aparece morto alguns momentos depois. O que houve? Ainda não sabemos, mas é o trabalho perfeito para o Clube do Crime das Quintas-Feiras!

Assim, nesta obra, iremos acompanhar a jornada do nosso quarteto mágico em busca de um (ou será uma, ou será uns?) assassino(a/os/as).

No início, achei a história um pouco confusa. Mas à medida que fui lendo, fiquei imersa nesse mundo, e me apaixonei por cada personagem. A Joyce foi minha queridinha! O Sthephen também. Na verdade, gostei das particularidades que cada um apresentou. Na minha opinião, foram personagens bem escritos e desenvolvidos.

Além do mistério, é claro! O mistério que eu não fui capaz de desvendar. Fiquei boquiaberta quando chegou o final, e eu vi que tudo era bem diferente do que eu pensei. As motivações, as histórias por detrás de cada personagem, tudo ótimo, tudo lindo (ou nem tão lindo). Eu amei! Estou animadíssima para ler o próximo volume.

Não é um livro elétrico e cheio de emoção, e acho que foi exatamente por isso que eu gostei tanto. Se você quer um livro que te conforte e ao mesmo tempo desconforte, quer se conectar com velhinhos lindos mas não tão fofos e desvendar um bom mistério, essa obra é o que você procura!

Espero que você tenha gostado e tenha se sentido atraída para ler esta obra! Beijos, siga para mais.

@aqueridaleitora

obs.: se quiser entrar no nosso clube do livro online, manda uma dm ou um e-mail!

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Com certeza tenho amor, Marina Colasanti

Venho aqui falar sobre esta obra de Marina Colasanti que alugou (por R$00,00) um espaço vip na minha cabeça.

Em Com certeza tenho amor, temos 11 contos, alguns exploram o sentir feminino, outros colocam o personagem feminino como vilão (A morte e o rei), outros são mais místicos e carregas diversas metáforas. Mesmo assim, todos são belíssimos e abrem portas para mil e uma interpretações, que surgem à partir do seu vivido até hoje.

Gostei de alguns particularmente, como São os cabelos das mulheresQuem me deu foi a manhã; Entre eles, água e mágoaNa neve, os caçadores; entre outros.

São os cabelos das mulheres me encantou, pois dele tirei uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade, principalmente na visão masculina contemporânea. Como garota, me sinto invisível às vezes. Aqui não, aqui me senti totalmente vista, mesmo que "apenas" pela Marina Colasanti.

Quem me deu foi a amanhã me cativou completamente! Li-o cerca de quatro vezes, cada uma delas me encantando ainda mais. Não sei dizer ao certo o porquê desse sentimento, mas sei que amei.

Entre eles, água e mágoa é um conto belíssimo. Da primeira vez que o li, criei altas expectativas, totalmente imersa na leitura. Vou dar um pequenino spoiler dizendo que o final deste conto é meio-aberto, e, assim, talvez minhas expectativas possam ter sido alcançadas e talvez não. Fiquei extremamente satisfeita com esse conto. Saciou meu gosto pela literatura.

Na neve, os caçadores é algo mais místico. Não esperava este final, mas gostei dele. Tudo que fazemos, volta a nós de uma maneira ou outra, e este conto foi uma maneira legal de registrar isso. Gostei bastante, li-o muitas vezes também.

Quanto aos outros contos, gostei de todos. Claro, os citados acima obtiveram um lugar especial em meu coração e em minha memória, porém todos eles são interessantíssimos, e amei cada um deles à minha maneira. É, realmente, um livro incrível! Recomendo a todas vocês.

No final, dei 4 estrelas, e li-o completamente outra vez, e alguns contos selecionados pela terceira vez. Alguns foram tão especiais, que li-os pela quarta e quinta vez. Amei mesmo.

Bom, espero que vocês tenham gostado e sintam-se atraídos e cativados o suficiente para ler algo de Marina Colasanti. Beijos, e até a próxima!

@aqueridaleitora

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Resenha: Nós, Eugene Zamiátin

Nós

Um clássico da literatura russa
Distopia futurística
Publicado no Brasil pela Avis Rara
224 páginas

Nós é uma distopia que aborda uma espécie de ditadura. Aqui, as pessoas não têm nomes, mas sim uma combinação de letras e números (por exemplo, o personagem principal, D-503). As pessoas não têm, também, propriedades, é tudo do governo. Privacidade? Nunca. As crianças são do governo, a mãe apenas pode a carregar, pode tê-la, durante a gestação.

D-503, inicialmente, é um amante da pátria, defendendo esse regime com todo fervor e força. Contudo, alguns eventos começam a perturbá-lo. Conhecer a I, terminar com a O, medo, terror, alguns pensamentos proibidos (ir contra o que o governo prega)... e aí ele percebe que a vida não é um morango e que talvez, só talvez, ele devesse pensar por si próprio, pelo menos uma vez!, e questionar o fato de que a liberdade é tomada no momento de seu nascimento, que não há privacidade, que isso talvez, e só talvez, possa ser errado. E, olha, essa virada de chave, na minha opinião, foi belíssima! Eu amei viver nos pensamentos, mesmo que loucos e conturbados, do nosso querido D-503. E quando ele começa a realmente pensar, então, maravilhoso!

Por isso digo: leiam, questionem, vivam! Usufruam dos seus direitos e lutem por eles. Literatura é cultura e cultura é vida.

@aqueridaleitora

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Resenha: O Meu Sonho É Maior Que Eu

A Ler (nosso chaveirinho!) me enviou este livro para que eu pudesse ler e resenhar para vocês, e não posso deixar de falar dele aqui no Blog, né?

Primeiramente, algumas informações -

N° de páginas: 84
Editora: Ler Editorial
Autora: Eva Correia Derossi
Nacionalidade: brasileiro
Onde comprar: disponível no site da editora!

 Em "O Meu Sonho É Maior Que Eu" nós somos apresentados à Josué e sua família. Eles são muito pobres, e o sonho de Josué é estudar muito para poder virar um grande cientista e achar a cura para a doença de seu irmão.

 Josué é um menino extremamente bondoso, inteligente e humilde. Foi lindo "viver", durante essas páginas, em seus pensamentos. Não gostei, porém, do estilo da narrativa, achei muito superficial, eu particularmente prefiro narrações mais complexas e densas, mesmo em livros infatojuvenis. Mas não se preocupem, isso só te incomodará se você não for o leitor "eclético" hshshs.

 Durante a leitura, algo que pode ser tanto um aspecto negativo quanto positivo foi o otimismo do nosso querido personagem principal. Ele é muito, muito otimista. Isso, para alguns leitores e em alguns aspectos é bom, já para outros não. Ou seja, é um ✨depende. Eu, por ser uma pessoa muito otimista, não curto ler sobre, porque eu me enxergo de uma maneira não muito legal ali. Isso é um quesito mais pessoal, mesmo.

 Achei muito lindo o fato de que, independentemente da situação vivida, Josué tem esperança. Nas pessoas, nas atitudes, na vida. Ele, mesmo em meio às dificuldades, vê um futuro no qual ele viverá da melhor maneira, e isso é muito lindo.

 Enfim, se você se encontrou nas situações descritas acima, leia! E, claro, beijos e até a próxima!

 @aqueridaleitora (:

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Resenha: Noites Brancas (Fiódor Dostoiévski)

Noites Brancas

Livro de Fiódor Dostoiévski, escrito em 1848, quando o autor tinha 27 anos, coincidentemente ou não, uma idade próxima a do nosso protagonista.

Noites Brancas é o relato de uma alma.

Passa-se em no século 19 em São Petersburgo, durante o fenômeno das noites mais claras, as famosas noites brancas, que nomeiam a obra.

O nosso jovem Sonhador é um homem solitário, não de poucos amigos, mas sim de amigo nenhum. Ele não conversa com pessoas, apenas com suas ideias e seus devaneios. Sua hora favorita do dia é quando vai embora do serviço, e assim, caminha sonhando e imaginando a partir das pessoas que encontra no caminho, até mesmo das casas e prédios que vê. É, realmente, um sonhador.

Até que, em uma bela noite, ele encontra uma jovem moça chorando, desolada. Será que ela vai se jogar dali mesmo? Se s*icid4r? Não, não, ele não pode deixar isso acontecer, terá de vencer seu medo e ir falar com ela, de um jeito ou de outro. E então, ele o faz. E que moça! Uma adorável jovem, quase tão sonhadora quanto ele. Ele tem que vê-la novamente! A única condição que a jovem impõe é que ele não se apaixone por ela.

Gente, que obra! No início, tudo é tão confuso. Esse jovem sonhador pensa de tal maneira que eu, inicialmente, não fui capaz de acompanhar ou compreender. Mas, a medida que vamos lendo, começamos a entender, pelo menos em partes, e viramos, de certa maneira, amigas do sonhador.

Gostei de ser amiga dele. A maneira como ele vê o mundo, como é emocionado, nossa! Tudo orna. Tudo é ele, tudo sou eu. Tudo somos nós. É algo que nos toca; entra de fininho, sem bater na porta, e acaba roubando um espaço em nossas mentes e em nosso corações.


Cada um, é claro, terá uma maneira diferente de lidar e enxergar os pensamentos e atitudes no nosso personagem principal. A minha, foi amando-o. Eu o amei, e queria que ele fosse amado. Digo e repito que Dostoiévski não tinha esse direito! O que ele fez no final (não se preocupe, sem spoilers) deveria ser crime. Mas, enfim, ele quis nos fazer sofrer, nos fazer de trouxa, e conseguiu.

Espero que você, querida leitora, leia essa obra, tire suas conclusões, e, quem sabe, goste tanto quanto eu. Se resolver ler, não tarde em me mandar uma mensagem ou e-mail, irei adorar saber as suas opiniões e expectativas.

E, claro: beijos, siga para mais! 💕

Para contato:
Instagram: @aqueridaleitora
E-mail: crf.anaoliveira@gmail.com

Resenha da L.C. de jan/fev-26 do Clube As Queridas Leitoras

O CLUBE DO CRIME DAS QUINTAS-FEIRAS Em O Clube do Crime das Quintas-Feiras, nós iremos acompanhar um período conturbado da vida dos velhinho...